quinta-feira, setembro 21, 2006

Extensão de Saúde de Moreira de Cónegos -- Encerramento sim ou não?

Os Responsaveis do Movimento foram ouvir o Director do Centro de Saúde e os responsaveis pela nossa freguesia?o que andam a fazer?

O futuro desta Extensão continua incerto e preocupante, tanto por parte dos utentes como das entidades responsáveis. Desta vez, o assunto foi levantado pelo Vereador Social-democrata Rui Vítor Costa em reunião do executivo Camarário. Por sua vez, a Coordenação da ARS de Braga, garante que não fecha. . Para o Autarca do PSD, e pelos sinais colhidos em indicadores de que o Governo pretende reestruturar os serviços de saúde, é previsível o encerramento de algumas unidades, nomeadamente, os serviços de proximidade. Neste contexto, considera Rui Vítor Costa, Moreira de Cónegos, surge como “um elo fraco, aliás, fraquíssimo” no panorama da saúde do Concelho de Guimarães, e aponta as razões que toda a gente conhece tais como: “questão da renda, más instalações, férias dos médicos e distribuição dos utentes por vários centros de saúde”. Estes são factores que na opinião do Vereador, apontam para que a Extensão de Moreira de Cónegos seja para abater. Como a saúde das populações não está sobe a alçada dos Municípios, é importante, para este Autarca “fazermos a necessária acção política junto dos decisores governamentais”. De resto, avisa, “não vamos pactuar com factos consumados. Antes que aconteça algo que nos desagrada a todos, vamos nós, Câmara, dizer a quem de direito, Moreira de Cónegos é a prioridade das prioridades”. Como solução para o problema, Rui Vítor Costa aponta o caminho: “ Queremos uma nova extensão, de raiz, com condições técnicas e humanas integrada em Guimarães”. Presidente da Câmara não está preocupado Para António Magalhães presidente do Município, trata-se apenas de fazer futurologia por parte do PSD e, lamentou até o facto de este partido não ter tido a mesma postura aquando do fecho da Extensão da Oliveira, no tempo do governo daquele partido “com todo o transtorno que isso causou aos idosos” acusou. De resto, garantiu, “Não tenho nenhum elemento que me permita pensar que isso possa acontecer”. Sem pôr de parte a hipótese do fecho desta unidade o Edil disse ainda: “A questão de Moreira é muito simples. Se nos for posto o problema, terão de o negociar connosco e, ao negociar, se a questão for instalações, ponderarei um conjunto de medidas que permitam albergar os serviços de saúde com a qualidade que se exige, para que as coisas funcionem bem, em Moreira de Cónegos”. Para rematar, diria que “Nesta altura, fazer mais é pôr um bocado o carro à frente dos bois”. Se estas previsões se concretizarem, duas coisas poderão acontecer: ou se concentram de novo estes serviços em Vizela, fora do Concelho de Guimarães, onde aliás, continua a maioria da população, ou, pior ainda, passar para Urgeses, muito mais incómodo e distante. Questionado sobre se esse facto não aumentaria as razões de quem já pretende a integração de Moreira em Vizela, responderia que “um país civilizado não tem que estar preocupado com as fronteiras” e que “o país não suporta paroquialismos bacocos”. De resto, garantiu, “a partir de agora vou estar mais atento, ainda mais se for possível”, ressalvou. ARS de Braga garante que Extensão não fecha No sentido de apurar a verdade dos factos, o Cónego enviou por fax, um pedido de esclarecimento da situação sobre a Extensão de Saúde, para a Administração Regional de Saúde do Distrito de Braga (ARS). Em resposta, por telefone, o próprio Coordenador afirmaria que, no que diz respeito à hipótese de encerramento, não é verdade. Da mesma opinião quanto a este assunto e em resposta categórica, foi o Director do Centro de Saúde de Vizela Dr. Henrique Machado. Unidades de Saúde Familiares A criação de Unidades de Saúde Familiares, assunto abordado por este jornal na edição Nr.26, e que entretanto foi objecto de regulamentação durante o ano corrente, está em marcha. Segundo nos informou o mesmo Sr. Coordenador da ARS, a criação destas unidades dependem da apresentação de candidaturas, sendo que neste momento e no Distrito de Braga, existem já formalizadas 8. Entretanto, destas, nenhuma é desta área de saúde que abrange Vizela ou Moreira de Cónegos, nem, apesar de termos perguntado, nos foi dito se estão em preparação. Recorde-se que estas Unidades de Saúde, a funcionarem, serão constituídas por um mínimo de 5 médicos, podendo ser 8, enfermeiros e administrativos. Terão que garantir um horário entre as 8h00 e as 20h00 de segunda a sexta, podendo no entanto se assim o entenderem, funcionar também aos fins-de-semana. Funcionarão em estabelecimentos estatais (postos médicos), ou outros que as referidas unidades arranjem para o efeito. O número de utentes que estas unidades podem servir, é consoante o número de clínicos que a compõem, a uma média de 1500 por cada médico. Na opinião do Clínico Henrique Machado expressa nessa mesma edição, a criação destas unidades, é boa, porque “desburocratiza e rentabiliza o sistema na medida em que lhe confere uma maior autonomia”.

Chuvas de Verão -- Em Pereirinhas entulho causa dificuldades

Com as chuvadas caídas em meados de Agosto, a rua Laurinda F. de Magalhães, próximo da empresa Belfama, e Diversões Académicas, ficou com sérias dificuldades de trânsito, quer para viaturas como para peões. A dificuldade ficou a dever-se ao arrastamento de terras proveniente dos acessos para o estabelecimento de entretenimento Xoot, localizado nas antigas instalações da falida empresa Vilage. Os Serviços de Protecção Civil de Guimarães, apesar de alertados para proceder à remoção dos inertes não compareceram, de modo que acabou por ser as viaturas em trânsito e o Dumper da Junta de Freguesia a limpara a zona passado algum tempo. Entretanto e, próximo do mesmo local, em frente ao Museu Agrícola Fernando Abreu, um pedaço de muro acabou por cair para a estrada, também devido às chuvas.

quinta-feira, junho 29, 2006

Férias



Aproximam-se as férias escolares, como todos sabemos,em Moreira de Cónegos, os jovens não têm onde passar o tempo livre, excepto na junta, no espaço internet, com cinco computadores a trabalhar para 20 pessoas ou mais que aparecem nestes dias de férias,o que é muito pouco para os jovens.
Alguns jovens, incluindo eu, tem vezes que temos de ir para Vizela, ou para consulta de internet, biblioteca, piscinas...

quarta-feira, junho 28, 2006

Primeira reunião de parceiros do Projecto



O Presidente da Câmara Municipal de Vizela, dirigiu ontem a primeira reunião do projecto “Trajectos”, cujo objectivo basilar é o de estabelecer medidas específicas de apoio ao acesso e sucesso escolares e diminuir os números de abandono do sistema de ensino.


São parceiros do projecto “Trajectos”, para além da Câmara e da Cruz Vermelha, a Segurança Social, o Centro de Emprego, o Centro Social e Paroquial de Santa Eulália, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Vizela, Escola Secundária de Vizela, EB 2,2/S de Vizela – Infias, EB2,3 de Caldas de Vizela, Instituto Silva Monteiro e Colégio Vizela.
Para além destes, esteve presente na primeira reunião de trabalho, a interlocutora do PROGRIDE - Programa para a Inclusão e Desenvolvimento, Dra. Maria do Carmo Barros.

Tendo como entidade promotora a Câmara Municipal de Vizela e como entidade executora a Cruz Vermelha Portuguesa – Núcleo de Vizela, este projecto assume-se como “mais um veículo de consolidação da política sócio-educativa desenvolvida no concelho e, acima de tudo, o motor da integração plena dos jovens na jornada académica e/ou profissional”, acredita o edil Vizelense.

No âmbito do mesmo está previsto o desenvolvimento, junto de crianças e jovens, de programas de treino de competências pessoais, sociais e relacionais básicas, bem como o desenvolvimento de actividades relacionadas com o atendimento, aconselhamento e encaminhamento psicossocial, tendo por objectivo ir ao encontro das necessidades e problemas sentidos pelos jovens.

“Objectivos nobres que merecem o empenho de todos”, desde logo face “ao difícil momento porque passa o concelho de Vizela, com uma taxa de desemprego a chegar aos 15% e um elevado nível de absentismo e abandono escolares”, vincou no encontro o Dr. Francisco Ferreira.
Por outro lado, o Presidente da Câmara Municipal sublinhou que esta acção é mais uma demonstração “do cunho social e humano da política desenvolvida por este executivo”.

terça-feira, junho 27, 2006

Durante estes 16 anos de vacas gordas e nada...


O PS governa Guimarães desde 1989, ou seja, desde a chegada dos fundos comunitários ao nosso país: as "vacas gordas".

Durante estes 16 anos de vacas gordas o PS dispôs de fundos importantes e únicos para desenvolver Guimarães e não o fez.

Só ao longo dos últimos 8 anos, por exemplo, a CM dispôs de mais de 150 milhões de contos…

O que é que de verdadeiramente estruturante se criou? Que apostas estruturantes foram feitas?

Guimarães é o 112º concelho nacional em termos de poder de compra, continuando a recuar em termos nacionais!

Guimarães tem uma taxa de pré-escolarização (cerca de 50%) muito abaixo da média nacional (75%) e de concelhos como Braga, Famalicão ou mesmo Barcelos!
Guimarães não tem política de juventude quando cerca de 1/3 dos vimaranenses tem menos de 24 anos!
E porque é que isto acontece?

Porque tudo, nestes 16 anos, foi feito sem rumo nem estratégia, sem qualquer ideia integrada de concelho, sem uma ideia para o desenvolvimento das suas vilas, das suas freguesias, sem capacidade de voltar a cidade para fora e fazer face aos desafios do futuro.

Nestes 16 anos a administração do PS foi tapando as suas insuficiências com a abundância de dinheiros públicos e, terminado este período das "vacas gordas" falhará escandalosamente a resolução dos problemas básicos da população.

Dr. Rui Vítor Costa

Moreira de Cónegos



Área (Km2): 4,66
Presidente da Junta
Paulo Renato Fernandes Faria – CDU

Restantes Elementos da Assembleia de Freguesia
Júlio Fernando da Cunha Ferreira - PS

Manuel José Ferreira Sousa - CDU

Joaquim Manuel da Cunha Ferreira - PS

António Brás Mendes Pereira - CDU

Américo Ferreira Monteiro - PS

Mário Augusto Marques Machado - PSD

Abílio Rogério Oliveira Silva - CDU

Ana Maria Lopes de Sousa - CDU

Telefone: 253 585955 / Fax: 253 563029

População
População Residente (h/m): 5828
Famílias Clássicas: 1768
Alojamentos Familiares: 1878
Edifícios: 1329
Economico-Social
População Activa (%): 56,3
Níveis de Ensino
Nenhum: 779
1º Ciclo: 2485
2º Ciclo: 1036
3º Ciclo: 670
Secundário: 665
Médio: 13

Superior: 180
Analfabetos com 10 ou mais anos: 366

“Vizela, um Concelho a Descobrir!”


O Jovem Concelho de Vizela criado pela Lei nº63/98, preocupa-se em transmitir uma imagem inovadora, onde se destaca uma forte aposta num futuro promissor.

São inúmeras as atracções que Vizela possui, desde paisagens naturais, como a obtida através do Santuário de S. Bento, passando pelo património histórico construído, como a Ponte Romana, e ainda pelas nacionalmente conhecidas Termas de Vizela. Mas, há mais, muito mais...

O conjunto de recursos naturais e culturais, aliado a uma actividade económica muito dinâmica, formam uma oferta diversificada e muito interessante, embora seja ainda pouco conhecida.

Uma vez conquistada a autonomia, é altura de nos afirmarmos como sendo capazes de bem receber e, de uma forma organizada, transmitirmos todo o nosso potencial que engloba as áreas como a indústria, o comércio e naturalmente o turismo, que tal como acontece em todo o mundo, se destaca como uma das principais actividades económicas.

Cientes da necessidade de melhor divulgar o nosso concelho, e de captarmos novos investidores, optamos pelo slogan “Vizela, um Concelho a Descobrir!”, pois transmite de forma concreta e directa as nossas verdadeiras intenções.

Caracterização das feguesias


Caldas de Vizela (São Miguel)
Tem uma população de 6280 habitantes, 5022 eleitores, distribuídos por uma área de 5,2 km2.
Foi nesta freguesia que se situou a parte mais importante das antigas termas romanas, uma vez que aqui existiam inúmeras nascentes de águas.
S. Miguel encerra em si a maior parte do comércio local.



- Caldas de Vizela (São João)
Possui uma área de 2,9 Km2 e uma população de 3719 habitantes, 3432 eleitores.
É uma das freguesias que constitui a sede do concelho de Vizela, representando a parte mais agrícola.
O monumento característico desta freguesia é o Paço de Gominhães.

Tanto São Miguel como São João são as freguesias motor de desenvolvimento do Município de Vizela, tendo ambas transitado do concelho de Guimarães.



- Santa Eulália
O topónimo remonta ao século X, sob o nome de "Sancta Eolalia in Ripa Avizelle".
Barrosa foi um concelho independente até meados do século XIX, reunindo, na altura, uma parte substancial das freguesias que constituem hoje o Município de Vizela.
A freguesia de Santa Eulália de Barrosas foi transferida do concelho de Lousada. Possui uma área de 5,4 Km2 e tem uma população de 5200 habitantes, 3583 eleitores.
É uma freguesia cuja economia assenta essencialmente na agricultura.
A Casa da Sá é um dos monumentos que caracteriza esta freguesia.


- Tagilde
Possui uma área de 2,7 km2 e uma população de 1777 habitantes, 1229 eleitores.
Situa-se na parte Norte do concelho, junto à margem direita do Rio Vizela.
É uma freguesia onde predomina a indústria (têxtil e calçado) e a agricultura.
Também esta freguesia veio do concelho de Guimarães.


- Infias
Possui uma área de 1,9 km2 e uma população de 1765 habitantes, 1441 eleitores. Constitui uma das povoações mais antigas de Vizela.
A Capela da Furna dos Mouros é o monumento que caracteriza a freguesia de Infias.
Actualmente, a indústria é a actividade económica responsável pelo desenvolvimento da população desta freguesia.
Infias foi uma das freguesias que transitou do concelho de Guimarães.



- Vizela (Santo Adrião)
Tem uma população de 2460 habitantes, 1847 eleitores, distribuída por uma área de 3,5 km2. Grande parte desta população trabalha na indústria têxtil e calçado.
A Ponte Romana e a Capela da Sra. da Tocha são os monumento que caracterizam esta freguesia.
Também a Santo Adrião surge em documentos do século X, como "Sancto Adriam de Ripa - Vizella".
Santo Adrião transitou, para Vizela, do concelho de Felgueiras.



- S. Paio de Vizela
Com uma área de 2,3 km2, esta freguesia possui uma população de 1394 habitantes, 1152 eleitores.
A indústria é também a actividade principal desta freguesia, especialmente os têxteis e vestuário.
Mais uma freguesia que transitou do concelho de Guimarães.

NOTA: Dados do Censos 2001 e do STAP

Breve caracterização de Vizela


O Município de Vizela, criado pela Lei n.º 63/98, situa-se na convergência do Minho com o Douro Litoral. Pertence ao distrito de Braga e reúne sete freguesias (Infias, Santa Eulália, Santo Adrião, S. João, S. Miguel, S. Paio e Tagilde), que têm como sede a cidade de Vizela, distando 10 quilómetros de Guimarães, cidade berço da nacionalidade. Possui uma área de 24 km2, 16.460 eleitores e cerca de 21.300 habitantes.
Vizela viveu desde sempre uma paixão independentista, concentrada num ideal e numa luta, que começou em 1408 e durou cerca de 600 anos.
De destacar, em 1964, a constituição do Movimento para a Restauração do Concelho de Vizela (MRCV), que lutou, incessantemente, pela elevação de Vizela a concelho, o que veio, finalmente, a acontecer a 19 de Março de 1998.
Vizela é famosa pelas suas águas medicinais, sendo há muito considerada Rainha das Termas de Portugal. Foram os romanos que construíram os seus primeiros "banhos", aproveitando as qualidades das águas sulfurosas que brotam da terra, a uma temperatura superior a 60ºc.
A cidade de Vizela é também um centro industrial, onde predomina a indústria têxtil, vestuário e calçado e possui um desenvolvido comércio.
Vizela é o pólo de uma pequena região, o Vale do Vizela, com fronteiras naturais, composto por uma vintena de freguesias atravessadas pelo Rio Vizela, de margens encantadoras, cantado por vários poetas.
Em termos de gastronomia, a região de Vizela é particularmente desenvolvida, dispondo de um conjunto de restaurantes com serviço singular. Como especialidade recomendada tem o famoso Pão de Ló Coberto, fabricado em diversas confeitarias e apresentado em Bolinhóis, doce muito apreciado em várias cidades do país, assim como na vizinha Galiza.
A nível turístico, o Município de Vizela encontra-se já integrado na Região de Turismo do Verde Minho, tendo já sido editado um roteiro sobre o turismo vizelense.
Vizela é um concelho recente, encontrando-se neste momento a dar os primeiros passos em relação ao futuro que, por sua vez, se revela promissor.

Uma Luta de Séculos

Foi no rio Vizela que começou a história deste novo concelho.
Com 40 km de curso, o rio Vizela nasce na serra de Cabeceiras, entre as freguesias de Aboim e Gontim, concelho de Fafe e distrito de Braga. Desagua na margem esquerda do rio Ave, perto da freguesia de S. Miguel das Aves, concelho de Santo Tirso e distrito do Porto.
À volta do rio Vizela, começaram a surgir as primeiras populações, uma vez que as suas margens eram muito férteis e possuíam uma grande capacidade agrícola, sendo o cultivo dos campos, até ao século XIX, praticamente a única actividade destas populações.
Vizela está integrada no Vale do Vizela, que se inicia na serra de Santa Catarina, a Norte. A Sul, faz fronteira com parte do concelho de Lousada, através da serra do Carvelo.
Foi em Vizela que começou toda a actividade económica e política desta região. As condições geográficas do Vale de Vizela desde muito cedo atraíram o homem. Como a água abundava em todo o vale, as actividades de maior relevo eram a agricultura e a pecuária.

A descoberta das águas termais

A chegada dos Romanos à Península Ibérica, no século III a.C., trouxe grandes transformações, nomeadamente para a região de Vizela, transformando por completo os hábitos, costumes e modos de vida das populações que aí viviam.
A grande transformação operada pelos Romanos nesta região foi a descoberta das águas termais de Vizela, com capacidades únicas no tratamento de determinadas doenças, entre as quais o reumatismo e as afecções das vias respiratórias.
Assim, os Romanos construíram, a partir do século I a.C., uma espécie de complexo termal, tendo surgido, à sua volta, toda uma povoação. Era aqui que as populações das diferentes classes sociais passavam horas de lazer e tentavam as curas para os seus males.
Vizela tornou-se, assim, conhecida pelas virtudes terapêuticas das suas múltiplas nascentes de água. Aqui, acorria gente de toda a Ibéria.
Outra obra com a assinatura dos povos romanos é a ponte de Vizela, conhecida por "ponte velha", e que resistiu a séculos de utilização, estando classificada como monumento nacional.
Com as invasões bárbaras, no século V, o Império Romano desmoronou-se por completo, assistindo-se à ascensão do Cristianismo, que invadiu todas as populações.
Após a Reconquista, formaram-se novos aglomerados populacionais. No ano de 607, século VII, realizou-se um concílio para a divisão do território em bispados, surgindo, assim, as primeiras paróquias portuguesas, entre as quais, Oculis, ou seja, Caldas de Vizela.

1361: Vizela foi concelho

A evolução política provocou, a partir de meados do século XI, a ascensão de Portucale, como centro de uma vasta área. O poder era exercido a partir de um centro, que começou por ser Guimarães. Vizela, como estava mesmo ao lado, aproveitou o facto para crescer e adquirir uma certa importância no contexto geral da governação do país.
O ano de 1361 foi o primeiro grande momento da história de Vizela, tendo esta alcançado a independência administrativa e formado, pela primeira vez, concelho próprio. D. João foi, assim, o primeiro governante de Vizela.
Contudo, o concelho teve uma duração efémera: 47 anos. Pensa-se que os motivos da extinção estejam ligados aos conflitos entre os poderes municipais de Vizela e os conventos minhotos de Guimarães e Roriz.
Mais tarde, nesta região, nasceu um novo concelho, desta vez com sede em Barrosas e que agrupou grande parte das actuais freguesias de Vizela.
Em Tagilde, a 10 de Julho de 1372, assinou-se um importante acordo político, o chamado pacto de Tagilde, um tratado de aliança entre Portugal e Inglaterra.
Entre o século XV e XVIII, pouco aconteceu em Vizela. Depois de um certo período de adormecimento, as termas renasceram no século XVIII. Em 1785, iniciou-se a construção, no sítio da Lameira, de uma barraca coberta de colmo, que iria constituir as primeiras instalações das termas de Vizela.
Como a afluência foi enorme, nos anos seguintes, foram construídas algumas barracas em pedra. Já no século XIX, foi dada autorização régia para a construção dos banhos, os antecessores da actual Companhia.
As actuais instalações termais começaram a ser construídas em finais do século XIX (1870). Em 1873, é fundada a Companhia dos Banhos de Vizela, que ainda hoje concede ao concelho características de turismo muito particulares e que contribuiu, de forma preponderante, para o urbanismo vizelense, dos séculos XIX e XX.

O renascer do espírito independentista

Com a criação da Companhia dos Banhos, a povoação cresce, e com ela renasce a consciencialização autonómica da população, que estava enfraquecida há vários séculos, dando origem, durante o século XIX, ao renascer da luta pela autonomia de Vizela.
A partir de 1822, efectuam-se as primeiras alterações administrativas, dividindo-se o país em distritos. Trinta anos depois, foi extinto o concelho de Barrosas, aumentando, assim, o sentimento de independência de todo o vale de Vizela.
Em 1852, a Rainha D. Maria II inicia uma viagem pelo país, anunciando a sua passagem por Vizela. Apesar da promessa, esta visita acabou por não se efectuar e os vizelenses não esconderam a sua insatisfação e revolta.
Foi a partir daqui que se intensificou o desejo de autonomia dos vizelenses, o desejo de um concelho independente de Guimarães.
Com a implantação da República, em 1910, Vizela acalentou novas esperanças na sua luta e, pouco tempo depois enviou uma comissão, a Lisboa, com o objectivo de apresentar os motivos de tão antigas reivindicações.
Assim, em 1914, Vizela apresentou uma proposta de criação do município, com 26 freguesias, a maioria desanexada de Guimarães. Doze anos depois, a mesma proposta já contemplava apenas 17 freguesias.
Naquela altura, Vizela vivia momentos de grande vigor económico, sendo a estância termal considerada uma das melhores do país, servindo de pólo dinamizador de toda a região.
Em finais do século XIX, viviam em Vizela mais de 5000 habitantes. A indústria têxtil, nomeadamente o tecido de seda, algodão e linho, era a principal actividade económica de Vizela. A indústria mecânica, da serração de madeira e a do pão-de-ló, o famoso Bolinhol, também estavam desenvolvidas.
Na altura, existiam dois casinos, que representavam uma fatia importante da economia vizelense, e algumas unidades hoteleiras, que serviam de apoio às termas de Vizela.
O desenvolvimento económico de Vizela estava à vista e os gritos de independência iam-se fazendo ouvir, cada vez mais alto.

Elevação a Vila

Em 1929, Vizela é elevada à categoria de vila, em plena ditadura de pré-Estado Novo. Mas, os vizelenses não ficaram satisfeitos e não desistiram da sua luta pela criação do concelho.
Em 1964, é fundado o MRCV - Movimento para a Restauração do Concelho de Vizela, que se propôs liderar a luta pela criação do concelho.
Em meados do século XX, assistiu-se a um certo declínio das termas, contrastando com um forte surto industrial, nomeadamente nos sectores têxtil, calçado e construção civil.
Com o 25 de Abril, veio a promessa de uma nova lei sobre os municípios e as esperanças dos vizelenses aumentaram. Mas, mais uma vez, as tentativas não tiveram resultados positivos.
Nos anos 80, os acontecimentos na Assembleia da República foram acidentados. Em 1982, o Partido Popular Monárquico apresentou uma proposta de criação do concelho, mas esta foi rejeitada. O PSD também fez promessas, que não cumpriu.
Como resposta, os vizelenses boicotaram as eleições autárquicas de Dezembro desse mesmo ano.
Em 1985, foi aprovada a nova lei-quadro dos municípios, em que uma das cláusulas impedia a criação de novos concelhos, antes da regionalização.
Contudo, Vizela nunca desistiu de lutar pelos seus interesses, que viriam a ser satisfeitos em Março de 1998. Mas, em 1997, Vizela ainda sofreu outra decepção, quando, mais uma vez, viu chumbada a sua proposta e, ao mesmo tempo, aprovada a elevação de Fátima a cidade.
Aliado a isto, as relações entre Vizela e Guimarães iam-se deteriorando, pois estava no ar que o concelho de Vizela, mais cedo ou mais tarde, iria ser criado. Em 1997, foi apresentada uma proposta de lei do Partido Popular sobre a criação do concelho que, mais uma vez, foi chumbada. Mas, esta seria a última decepção dos vizelenses.

Luta valeu a pena

Em 1998, estavam na agenda da Assembleia da República, três projectos-lei de elevação de Vizela a concelho. A 19 de Março, os projectos-lei foram aprovados e Vizela era, finalmente, elevada à categoria de cidade.
Mais de seis mil vizelenses, que se tinham deslocado até Lisboa, fizeram a festa, à porta da Assembleia da República. Também em Vizela, a festa foi rija e culminou com um espectáculo de fogo de artifício, organizado pelo MRCV.
A luta valeu a pena...
O desejo concretizou-se...
Vizela era concelho!

Reunião com o PARTIDO COMUNISTA(PCP) de Guimarães



Os responsáveis pelo movimento " ESCOLHA CERTA POR MOREIRA " Fernando Lopes, Bruno Lopes e Abílio Coelho,vão reunir-se no dia 27 de Junho, pelas 21h30 com os responsáveis do Partido Comunista no Concelho de Guimarães.

sábado, junho 24, 2006

Movimento aguarda visita de Manuel Alegre



O movimento "ESCOLHA CERTA POR MOREIRA" depois de Bruno Lopes ter contacto os responsáveis pelo MIC (movimento de intervenção e cidadania) o qual é liderado pelo Deputado socialista Manuel Alegre, o mesmo que concorreu à Presidencia da República,foi então que Bruno Lopes, contactado pelo Socialista Jeronimo Silva, coordenador de campanhã de Manuel Alegre no Distrito de Braga, aceitou o convite para coordenador de campanhã de Manuel Alegre no Concelho de Vizela, onde foi substituido pelo Vizelense Abílio Menezes.
Os responsáveis ja contactaram o MIC e aguardam o seu parecer.

Alegre quer transformar debates do MIC em projectos de lei


O deputado socialista e candidato derrotado à Presidência da República, Manuel Alegre, anunciou ontem, no segundo encontro do Movimento Intervenção e Cidadania (MIC), que tenciona aproveitar algumas das recomendações feitas nos colóquios para as transformar em iniciativas legislativas.

Manuel Alegre garantiu no final da conferência Envelhecer, da Invisibilidade à Exclusão que vai apresentar, o mais tardar, "até ao início da próxima sessão legislativa", um projecto de lei para "aumentar a licença de paternidade e torná-la idêntica aos países mais avançados da Europa", ideia avançada na última reunião temática do MIC.
O deputado afirmou que tanto deputados "de grupos parlamentares como membros do Governo manifestaram a sua concordância" com uma iniciativa que proponha a subida da licença para as duas semanas "num espaço de dois anos".
"Os cidadãos podem agir através de petições, mas eu próprio estou disposto a ajudar", afirmou Alegre, no final do debate, depois de se confessar "incomodado" sobre o que ouviu acerca das condições de vida dos idosos portugueses.
Os depoimentos da jurista Paula Guimarães e do membro da APAV João Lázaro foram os mais contundentes para pintar o "quadro muito negro" que Alegre reconheceu existir na área.
Abordando a questão dos direitos dos mais idosos, Paula Guimarães falou de situações que a "envergonhavam" enquanto cidadã portuguesa. "Não quero estar a mentir, mas penso ser seguro dizer que mais de 50 por cento dos idosos institucionalizados são-no contra a sua vontade, sendo alvo até de crimes de sequestro, sendo dopados para se manterem no local, tudo isto com conhecimento da segurança social."
Outro situação relatada pela jurista foi a dos pacientes de Alzheimer. Existem em Portugal 100 mil pessoas em situação de incapacidade, a maioria devido a Alzheimer. Apenas um por cento destas tem representação judicial", lamentou, depois de elencar os atropelos diários aos direitos destes cidadãos. Desde o "espaço na família, negado à pessoa mais idosa" à decisão de "ficar em casa ou ir para uma instituição".
João Lázaro debruçou-se especificamente sobre crimes contra os mais idosos. Apresentou-os como mais vulneráveis devido à idade e ao isolamento, identificando como local do crime a família, a instituição (lar) ou a rua. A violência e os castigos, a imposição do "como deve vestir, quando se deve deitar", os regulamentos internos, as humilhações e a retirada da gestão da pensão foram alguns dos crimes perpetrados pelos "dois grandes tipos de agressores": a família e os responsáveis pelo seu tratamento.
Carta de Intenções do Movimento de Intervenção e Cidadania


Movimento de Intervenção e Cidadania

Carta de Intenções



1. O Movimento Intervenção e Cidadania ( MIC ) é um movimento cívico que tem a sua génese na candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República, mas não se reclama dos votos por ele obtidos. Constitui-se para continuar a defender o conjunto de causas e valores propostos no seu Contrato Presidencial e outros que possam vir a emergir.

2. O MIC tem como objectivos contribuir, através da intervenção cívica, para o aprofundamento da democracia participativa inscrita no artigo 2º da Constituição da República, para a renovação geral da nossa vida democrática e para o cumprimento das metas morais e sociais da Constituição.

3. O MIC é um movimento independente, transversal e aberto a filiados ou não filiados em qualquer partido político.

4. O MIC não tem intuito de se constituir em partido político. É um espaço de cidadania do qual poderão beneficiar as instituições democráticas e os próprios partidos políticos.

5. O MIC promoverá debates sobre temas relevantes tanto de âmbito local como geral e dinamizará a realização de petições, acções populares e iniciativas legislativas de cidadãos, com vista à concretização dos seus objectivos.

6. O MIC propõe-se projectar as suas actividades e iniciativas no espaço público da cidadania, incluindo os meios de comunicação social e as novas tecnologias de informação.

7. O MIC aceita a adesão individual e voluntária de cidadãos e cidadãs que concordem com estes objectivos e valores, através da inclusão em lista nacional de participantes publicamente disponibilizada e regularmente actualizada.

8. As pessoas que participam no MIC não estão sujeitas a qualquer disciplina de grupo.

9. O MIC organiza-se em rede, de forma não hierárquica, através de núcleos de cidadãos e cidadãs que voluntariamente se queiram constituir como tal para participar e promover iniciativas que se enquadrem nos objectivos do MIC .

10. As actividades de coordenação do MIC são desenvolvidas por uma Comissão Coordenadora Provisória.

Aprovado em Coimbra em 18.02.06

Eu gosto de Guimarães...


Vivemos numa cidade bonita, pequena e bairrista. Temos orgulho no nosso minúsculo e mundial Centro Histórico. Temos razões para o ter. Temos orgulho no Vitória e no Cineclube. No Padrão do Salado e no Centro Cultural de Vila Flor. Temos a certeza absoluta que a Praça da Oliveira é a praça mais bonita de Portugal. Falamos com sotaque e dizemos palavrões sem maldade. Temos qualidade de vida e personagens míticos nas nossas ruas. Sentimos a força do nosso granito. Mesmo que saibamos que não é verdade, a nossa cidade é a melhor. Sempre será. Aliás, se tivéssemos um rio, corríamos sérios riscos de ainda hoje ser a Capital de Portugal. E toda a gente sabe que, se assim fosse, este país seria melhor. O mais fabuloso Rei de todos os tempos foi Afonso Henriques, o Gil Vicente nasceu aqui (na rua homónima), e o Paulinho Cascavel é um vimaranense ilustre. Não é à toa que o Le Monde nos chamou de Berço Marcial de Portugal. Temos orgulho em ter parido um país. Concordamos com José Mattoso quando este diz que a tarde de 24 de Junho de 1128 foi "a primeira tarde portuguesa". Esta é a cidade de Emídio Guerreiro, de Fernando Távora, de Martins Sarmento, de Raúl Brandão e de Abel Salazar. E quase de Camilo Castelo Branco e de Florbela Espanca.
Esta terra é toda a nossa aspiração. Eis, em quatro ou cinco pinceladas, aquilo que
consideramos ser A Condição Vimaranense.
Eu gosto de Guimarães, mas, Moreira de Cónegos, precisa de pertencer a Vizela.

sexta-feira, junho 23, 2006

MIL E OITENTA ANOS DEPOIS

Ano: 926. Lugar: Vila do Castelo e Vila da Colegiada, unidas pela Rua de Santa Maria. Um grupo de devotos do orago S. Miguel, fartos da devoção a Nossa Senhora, ruma ao desconhecido Oeste. Atravessam o Rio Couros de barco, lutando contra ogres e bestas de igual calibre, bem como contra algumas impertinentes tempestades. Quase perecem em lameiras pérfidas. Chegam à freguesia prometida no dia dezassete de Fevereiro. Faltam setenta e quatro anos para o fim do mundo que ocorrerá no ano Mil. Sufixam esta ânsia com o nome Creixo, de origens dúbias. Fundam, bem longe do centro do burgo, a freguesia de Creixomil.
Mil e oitenta anos depois, a freguesia de Creixomil faz parte da malha citadina da cidade de Guimarães. Foi engolida pelo crescimento urbano, salvo a sua honrosa Veiga. Mil e oitenta anos depois, a distância histórica permite-nos concluir que já nos idos do século X existiam movimentos separatistas e divisionistas do concelho. E os Creixomilenares foram mesmo os primeiros nesta arte. Senão, porque razão foram para tão longe? A fundação esta freguesia no preciso local onde se encontra só pode ser lida à luz de uma ideia de edificar um burgo vizinho das terras de Vimaranis, tarefa que foi cumprida, alguns séculos mais tarde, por Famalicão. Ou seja, está aqui a génese deste tipo de movimentos divisionistas e migratórios. Numa escala maior, a própria cidade de Guimarães já quis sair do distrito de Braga, o próprio distrito de Braga já pensou em fugir do Minho para a Beira e o próprio Minho já quis ser, durante vinte minutos, parte de Pontevedra.
Por falar em movimentos divisionistas do concelho, eis que surge mais um: desta feita em Moreira de Cónegos, com a criação de um movimento que pretende a integração da vila no concelho de Vizela. O seu dirigente justifica a criação do dito com o facto da população estar farta de promessas não cumpridas por parte da Câmara de Guimarães.
É certo que está na moda criar movimentos migracionistas ou independentistas. Foi assim com Vizela e com aquele movimento das Taipas que tem sempre uma tarja nos jogos do S.C. Braga. Qualquer dia até a Rua de Camões e a Rua da Liberdade começam a dizer que também querem ser concelho. Agora, justificar a criação de um movimento desta estirpe com promessas não cumpridas – ou seja, com aquilo que é mais comum uma estrutura política fazer – é que não pode ser. Porque se fôr assim, até eu posso querer ser freguesia.
JG

CONTRA O 24 DE JUNHO



Aproxima-se o feriado de todos os vimaranenses. O dia um de Portugal, a primeira tarde portuguesa ou lá como lhe quiserem chamar. Para mim é o dia certo na data errada. É por isso que sou contra ele.
Por esta hora, o leitor menos esclarecido chamar-me-á marroquino de uma figa a direito, iconoclasta ou até Fernando. Recomendo-lhe calma. Deixe-me falar que eu também não o interrompi.
A questão é simples: como amante da preguiça que sou, preferia que o vinte e quatro de Junho fosse para aí a doze ou a oito do dito mês. Assim, gozaria dois feriados interpolados o que, nesta altura estival, viria mesmo a calhar: a existir um dia de intervalo entre a primeira tarde portuguesa e o dia de Portugal, faz todo o sentido que nesse dia intervalar se recorra ao expediente bem português que é a ponte, agindo, assim, na plenitude da portugalidade, dignifiando-a.
Por esta hora, o leitor menos esclarecido chamar-me-á palhaço inculto, vizelense ou até Fernando. Recomendo-lhe calma. Deixe-me falar que eu também não o interrompi. Obviamente que é certo que a Batalha de S. Mamede foi naquele dia. Contudo, as aporias e as incertezas da História são ainda mais certas que a data certa. Como sabemos, a Ciência da História está pejada de datas forjadas. Veja-se o caso do dez de Junho: é certo e sabido que é incerto que Camões tenha fechado o olho nesse dia.
Portanto, para levar a bom porto a questão que aqui coloco, fácil será à História - variante de Arqueologia - encontrar um documento falso do século XII, numas escavações junto ao Castelo, que demonstre cabalmente que o vinte e quatro de Junho foi a doze. Depois, e cumpridas as burocracias, mudam-se os feriados e já está.
Por esta hora, o leitor menos esclarecido chamar-me-á felgueirense, iconoclasta ou até Fernando, perguntando porque é que não se muda o feriado do dez de Junho em vez do vinte e quatro. Recomendo-lhe calma. Deixe-me falar que eu também não o interrompi. A resposta é simples: em primeiro, porque é menos burocrático mudar-se um feriado municipal que um nacional. Em segundo - e mais importante - para que os burgos que comemoram o S. João não fiquem com dois feriados interpolados, aproveitando a oportunidade para fazerem ponte e, desta forma, pararem o país. É, pois, o vinte e quatro de Junho que tem de ser deslocado.
É por tudo isto que digo bem alto: “contra o vinte e quatro de Junho e seus detractores”.
JG

877 anos de Portugal nasceram em Guimarães


Este é o nosso dia. De Guimarães, pois claaro, que Portugal mal sabe que foi hoje que começou. Não vai passar nas TV's, nem nas rádios nacionais.
-"Porque é que hoje é feriado?".
-"É o dia de S.João, não é?".
(...)
-"Afonso Henriques. Quem é?".
(...)
-"Batalha de S. Mamede? Não imagino o que seja".

Se calhar é melhor assim. É melhor que o 24 de Junho não seja notícia, não fosse acontecer um diálogo quase surreal como o que tentei criar atrás.

Por isso é que o 24 de Junho é só nosso. E mesmo para os nossos, o que parece contar são as inaugurações e as medalhas que se entregam, e não o significado do dia em si. Basta que olhemos as capas dos jornais da terra e o cenário confirma-se. Triste...

quinta-feira, junho 22, 2006

MOVIMENTO VAI REUNIR-SE COM DEPUTADOS DO CDS/PP


Não é só o Bloco de Esquerda que está preocupado com actual situação da Vila de Moreira de Cónegos, também o deputado NUNO MELO do CDS/PP, marca uma visita a convite dos responsáveis do movimento à Vila de Moreira de Cónegos.

Francisco Louçã, Fernando Rosas e Luís Fazenda fazem convite aos membros do movimento para uma conversa em Lisboa




DEPUTADOS DO BLOCO DE ESQUERDA (BE)PREOCUPADOS COM ACTUAL SITUAÇÃO DA VILA DE MOREIRA DE CÓNEGOS.
Os deputados do Bloco de Esquerda (BE) com representação na Assembleia da República, Fernando Rosas e Luís Fazenda, inclusive o Líder Francisco Louçã, telefonaram aos líderes do movimento de Moreira de Cónegos para uma reunião a realizar em Lisboa, quanto ao dia para a reunião ainda é incerto.

Reunião com deputados do Bloco de Esquerda de Guimarães


Os responsáveis pelo movimento "ESCOLHA CERTA POR MOREIRA DE CÓNEGOS", estiveram numa reunião no dia 19 de Junho, pelas 21h30m, com responsáveis locais e distritais do Bloco de Esquerda(BE), uma reunião onde se discutiu a razão pela qual o grupo de cidadãos pretende a integração da Vila de Moreira de Cónegos no Concelho de Vizela.